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General’s report spurs debate over Afghan escalation

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Oct 4, 2009

Gen. Stanley McChrystal has submitted his report asking for as many as 40,000 additional troops for the war on Afghanistan, arguing that they are needed for a U.S. “victory.” President Barack Obama has said he wants time for the administration to examine its strategy regarding Afghanistan.

The battle is now on inside U.S. ruling circles over choosing between withdrawal and a possible Vietnam-like quagmire that could drag on for another decade before ending in a debacle for imperialism.

Within the administration, the Congress, the Pentagon and the corporate media, the opposing sides are revealing their serious tactical differences. The key question is whether they will significantly escalate the U.S.-NATO occupation of Afghanistan.

It would be incorrect to think that one side of this argument represents doves and the other hawks, or that one side has consistently opted for peace and the other for war. Some politicians, no doubt, are looking for narrow advantages or are beholden to their local war industry. But as a look at their records will show, there are militarists on both sides within Congress and the administration. Both have campaigned for wars in the past, and what mainly divides them now is a tactical evaluation of what the U.S. faces in Afghanistan.

Any discussion or debate within the ruling class, especially a sharp one over a key question of war and peace, opens the door for honest anti-war forces to reach the U.S. public with the truth. What is the truth about this war? It is that the U.S. has no right to be in Afghanistan in the first place and that the war is a horrible plague on the Afghans, a burden on U.S. youth who are sent there, and a millstone on working and poor people at home as billions of dollars are handed to the military-industrial complex to be exploded in the mountains of Central Asia.

Divergences at the top

Republican Party leaders and the more rightist media hacks, with few exceptions, are pushing for more troops. These are the same forces that attack Obama at every opportunity. There is no doubt that should the president pull back from his original wholehearted backing of the Afghan intervention, they will blame him for the “loss” of Afghanistan—in other words, for “losing” Afghanistan to the Afghans.

Joint Chiefs Chair Adm. Mike Mullen supports McChrystal’s call for more troops. Apparently this has majority backing at the Pentagon. Secretary of Defense Robert Gates—originally a George W. Bush appointee—has yet to speak publicly on the general’s request, but has said he is open to escalation and that withdrawal is no option.

Even among the brass, however, there are dissidents. The Sept. 27 New York Times reported that National Security Adviser Gen. James Jones opposes the escalation. And Bush’s former Secretary of State Colin Powell, a retired four-star general who organized the 1991 war on Iraq and lied repeatly to provide a pretext for the 2003 invasion there, has reportedly expressed skepticism to Obama regarding the troop increase.

According to the same Times article, opinion at the top levels of the administration is divided. Secretary of State Hillary Clinton and special “Af-Pak” ambassador Richard Holbrooke, a prime mover of the aggression against Yugoslavia in the 1990s, advocate escalation. Vice President Joe Biden—who early in the Iraq war pushed for dividing Iraq into three parts—now opposes a troop buildup in Afghanistan, fearing a “quagmire” and considering Pakistan a more important U.S. intervention.

By earlier presenting Afghanistan as the “necessary war”—in contrast with Iraq—Obama has restricted his room to maneuver. The bellicose Washington Post jumped on this, chiding Obama in an editorial for having “second thoughts” and quoting heavily from his early statements to push a pro-war position. With a good section of the Democratic Party opposed to escalation, including some of his closest advisers and most of his popular base, Obama has postponed a final decision.

Mass dissent from war drive

The workers, poor and oppressed peoples have no interest in the U.S. military continuing to occupy Afghanistan. Outside ruling-class circles, the latest USA-Today/Gallup poll in late September showed half the people, and 60 percent of Democrats, oppose sending more troops.

Ominous news from Afghanistan on Sept. 27 only encourages this opposition. U.S., British and other NATO troops are being killed at higher rates this year than ever. A top Afghan minister was nearly blown up. As for the people of Afghanistan, a United Nations report stated that civilian deaths associated with the war reached a record high of 1,500 already this year—and this is just the tip of the iceberg. Many more are dying from hunger and internal displacement, which leads to infant and maternal deaths at childbirth and many other deadly situations. Contradicting NATO’s propaganda, the occupation has only brought more suffering to Afghan women.

The next step for people in the U.S., as in the other NATO countries, is to demand a withdrawal from Afghanistan. Unlike the two sides within Congress and the government, the workers and unemployed of all nationalities and genders here have an interest in stopping the bloody war and the gush of money being poured into it.

Demonstrations will take place on Oct. 5, 7 and 17 opposing the wars in Afghanistan and Iraq and demanding that U.S. troops be brought home. While the ruling class and its politicians debate tactics, real opposition to U.S. imperialism will be expressed in the streets.


Relatório de General relança o debate sobre o agravamento da guerra no Afeganistão

 JOHN CATALINOTTO

    São cada vez mais as divisões, mesmo entre os membros da administração Obama e no Pentágono, entre os partidários da intensificação da guerra e o envio de mais tropas para o Afeganistão, como pediu agora o comandante das forças da dos EUA e da NATO, o General Stanley McChrystal.

    Obama pediu tempo para afinar a estratégia da guerra no Afeganistão que ele considerou estratégica para os EUA.

John Catalinotto* - 08.10.09

O General Stanley McChrystal apresentou no seu relatório a exigência de se recrutarem a mais, pelo menos, 40 000 tropas suplementares para se responder cabalmente ao esforço de guerra no Afeganistão, argumentando que tal aumento dos efectivos seria indispensável para a vitória estadunidense. O Presidente Barack Obama, respondeu a pedir tempo para a administração afinar a sua própria estratégia, respeitante ao Afeganistão.

Esta batalha encontra-se, actualmente, a decorrer no interior dos círculos de poder dos EUA, situando-se uma possível escolha, entre a retirada das tropas ou, em alternativa, na perspectiva de um eventual cemitério do tipo do ocorrido no Vietname, que poderia arrastar-se ao longo de, pelo menos, uma década mais, antes de se esfumar num colapso para o imperialismo.

Dentro da própria administração, no Congresso, no Pentágono e nos meios de comunicação social que seguem a ideologia dominante, as várias formas de oposição têm vindo a revelar assinaláveis diferenças tácticas. A questão chave é a de se apurar até que ponto é que se poderá agravar a ocupação dos EUA e da NATO no Afeganistão.

Seria incorrecto presumir que um dos lados desta contenda possa representar o gato e a outra o rato, ou de se interpretar a luta de uns como sendo pela paz e a dos seus oponentes pela imposição da guerra. Alguns políticos há, que, indiscutivelmente, procuram meramente a satisfação de interesseiros benefícios pessoais ou encontram-se totalmente vinculados aos negócios da indústria do armamento nacional. Mas, tal como uma observação mais atenta será capaz de demonstrar, encontram-se militaristas dos dois lados da barricada, tanto no Congresso como na Administração. E ambos os representantes, com o mesmo tipo de forma de estar na vida, dos dois lados desta guerra, desenvolveram, no passado, campanhas a favor de outras guerras, e o que os divide presentemente, não é mais do que uma avaliação táctica distinta daquilo que os EUA podem esperar no Afeganistão.

Qualquer discussão ou debate no interior da classe dominante, se especialmente bem fundamentado sobre a questão chave da guerra e da paz, poderia abrir as portas à entrada em cena de organizações verdadeiramente contra a guerra e que denunciassem à opinião pública norte-americana todas as verdades escondidas. Qual será a verdade desta guerra? Será a resposta a esta questão o facto de os EUA não disporem do direito de ocuparem o Afeganistão, antes de mais nada, e que esta guerra constitui uma tragédia inigualável para os afegãos, um pesado fardo para toda a juventude estadunidense que é enviada para o teatro de operações, e um sorvedouro de fundos públicos para se financiar com biliões de dólares o complexo militar e industrial que explode em derrocadas nas montanhas da Ásia Central, ao mesmo tempo que sobrevivem com penosas privações trabalhadores e indigentes no nosso país?

Divergências no topo?

Os dirigentes do Partido Republicano e os meios de comunicação social mais conservadores, com algumas honrosas excepções, clamam pelo envio de mais tropas. Estes são os mesmos sectores que atacam Obama sempre que dispõem de uma oportunidade para tal. Não há dúvidas de que, se o presidente Obama retirasse o seu sincero apoio à intervenção no Afeganistão, estes detractores imediatamente culpá-lo-iam pela derrota nessa guerra – ou seja, por outras palavras responsabilizá-lo-iam por devolver o Afeganistão aos afegãos.

O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas norte-americanas, o almirante Mike Mullen, apoiou o pedido de McChrystal no sentido de se enviar mais tropas. Aparentemente, esta posição contaria com o apoio maioritário no Pentágono. O Secretário de Estado da defesa Robert Gates – anteriormente um partidário de George W. Bush – pronunciou-se publicamente, a pedido do General, a favor da intensificação da escalada de guerra e afirmou que a retirada não era uma opção válida.

Mas, até nas superiores hierarquias militares, há dissidentes. No dia 27 de Setembro, o jornal “New York Times”, noticiou que o Conselheiro Nacional de Defesa, o General James Jones, opõe-se à escalada. Assim como o anterior Secretário de Estado do governo de Bush, Colin Powell, hoje em dia, um General de quatro estrelas retirado, e que organizou em 1991, a guerra contra o Iraque e que mentiu repetidamente para forjar um pretexto para a invasão de 2003 naquele país, exprimiu-se afirmando o seu cepticismo relativamente a Obama e no que diz respeito ao envio de mais tropas.

De acordo com o mesmo artigo do jornal “Times”, as opiniões ao nível do topo da administração estão divididas. A Secretária de Estado Hillary Clinton e o enviado especial para o Afeganistão-Paquistão, Richard Holbrooke, um dos principais instigadores da guerra contra a Jugoslávia nos idos dos anos 90, defendem a escalada. O Vice-Presidente Joe Biden – que, rapidamente, durante a guerra do Iraque, se destacou pela sua sugestão em dividir o território Iraquiano em três partes – agora opõe-se ao aumento de efectivos no Afeganistão, receando um “pântano” e considera o próprio Paquistão, uma intervenção norte-americana mais importante.

Por ter apresentado muito rapidamente, o Afeganistão como a “guerra necessária” – em contraste com a do Iraque, Obama, cedo reduziu a sua margem de manobra. O belicista jornal “Washington Post”, atirou-se a esta falha, censurando Obama, num editorial, por ter tido “segundas intenções” e citando abusivamente as suas primeiras declarações, de forma a deixar transparecer uma posição activamente a favor da guerra. Com uma boa parte do Partido Democrata, a opor-se à escalada, incluindo alguns dos seus mais prestigiados conselheiros assim como a maioria das bases populares do Partido, Obama acabou por adiar uma decisão final.

Dissidentes em massa do esforço de guerra

Os trabalhadores, indigentes e pessoas a viver abaixo do limiar de pobreza, não têm nenhum interesse na continuidade da ocupação militar norte-americana do Afeganistão. Fora dos círculos dominantes, o último número da revista USA-Today/Gallup, publicado em Setembro passado, mostrou haver metade da população em geral, e 60 % dos democratas, a oporem-se ao envio de mais tropas.

Sinistras notícias vindas do Afeganistão a 27 de Setembro, acabaram por reforçar esta mesma oposição. Tropas norte-americanas e britânicas, para além de tropas oriundas de outros países da NATO, têm estado a ser abatidas a uma percentagem mais alta do que nunca. Um importante ministro afegão foi severamente repreendido. No que diz respeito ao povo afegão propriamente dito, um relatório das Nações Unidas conclui que a morte de civis associada à guerra já atingiu o registo revoltante de 1.500 vidas somente neste ano – e esta é só a ponta do icebergue. Muitos mais estão a morrer de fome ou como refugiados internos, causas que levam a uma taxa mais elevada de mortalidade materno/infantil no momento dos partos e a muitas outras condições propícias a mortes. Ao contrário do que apregoa a propaganda da NATO, a ocupação trouxe somente mais sofrimento à mulher afegã.

O passo seguinte para esta luta, nos EUA, tal como noutros países da NATO, é a exigência de uma retirada total das tropas do Afeganistão. Ao contrário das duas partes oponentes, no Congresso e no Governo, os trabalhadores e os desempregados de todas as diferentes nacionalidades e géneros têm todos interesse em acabar com esta guerra sangrenta e parar desse modo, o desperdício de fundos públicos nela investidos.

Várias manifestações de rua irão decorrer a 5, 7 e 17 de Outubro, afirmando uma firme oposição às guerras do Afeganistão e do Iraque e clamando pelo regresso aos lares das tropas norte-americanas ali estacionadas. Enquanto que a classe dirigente e os seus respectivos políticos jogam friamente as suas tácticas, a verdadeira oposição ao imperialismo norte-americano, exprimir-se-á nas ruas.

* John Catalinotto é membro de gabinete de Ramsey Clark e amigo e colaborador de odiario.info

Tradução de João Hinard de Pádua


Le rapport général attise le débat sur l’escalade en Afghanistan

John Catalinotto  

Le général Stanley McChrystal a soumis son rapport réclamant au moins 40 000 hommes de plus pour la guerre en Afghanistan, affirmant qu’ils étaient nécessaires à une « victoire » américaine. Le président Barack Obama a dit qu’il avait besoin de temps afin que l’administration puisse examiner sa stratégie en Afghanistan.

La bataille se déroule désormais au sein des cercles dirigeants américains et tourne autour du choix entre le retrait et un possible bourbier de style vietnamien qui pourrait traîner une décennie de plus avant de se terminer par une débâcle pour l’impérialisme.

Du côté de l’administration, du Congrès, du Pentagone et des médias traditionnels, les camps opposés révèlent leurs sérieuses différences tactiques. La question clé est de savoir s’ils veulent une escalade importante de l’occupation de l’Afghanistan par les États-Unis et l’Otan.

Il serait erroné de penser que, dans cette discussion,  un camp représente les colombes et l’autre les faucons, ou qu’un camp a résolument opté pour la paix et l’autre pour la guerre. Certains politiciens, sans doute, cherchent des avantages étroits ou sont inféodés à leurs usines d’armement locales. Mais, comme le prouvera un coup d’œil sur leurs antécédents, il y a des militaristes dans les deux camps du Congrès et de l’administration. Les deux camps ont fait campagne pour des guerres, dans le passé, et ce qui les divise surtout, aujourd’hui, c’est une évaluation tactique de ce à quoi les États-Unis sont confrontés en Afghanistan.

Toute discussion ou débat au sein de la classe dirigeante, et tout particulièrement quand il s’agit d’un débat acharné sur une question cruciale comme la guerre et la paix, ouvre la porte aux honnêtes forces pacifistes soucieuses de faire connaître la vérité au peuple américain. Quelle est la vérité, à propos de cette guerre ? Tout d’abord, les États-Unis n’ont nullement le droit de se trouver en Afghanistan. Ensuite, la guerre est une horrible calamité pour les Afghans, un fardeau pour la jeunesse américaine qu’on envoie là-bas et une meule au cou des travailleurs et des pauvres de notre pays, puisqu’on refile des milliards de dollars au complexe militaro-industriel qui les fait partir en fumée dans les montagnes de l’Asie centrale.

Des divergences au sommet

Les dirigeants du Parti républicain et les pisse-copie des médias les plus à droite, à de rares exceptions près, réclament un surcroît de troupes. Ce sont les mêmes forces qui attaquent Obama chaque fois qu’elles en ont l’occasion. Il ne fait aucun doute que si le président faisait marche arrière dans son soutien cordial à l’intervention en Afghanistan, ces gens l’accuseraient de la « perte » de l’Afghanistan – en d’autres termes, de l’« abandon » de  l’Afghanistan aux Afghans.

Le chef d’état-major des armées des États-Unis, Mike Mullen, soutient la demande de renforts de McChrystal. Apparemment, le soutien à ce dernier est majoritaire, au Pentagone. Le secrétaire à la Défense, Robert Gates – au départ, un homme déjà choisi par George W. Bush – doit encore s’exprimer publiquement à propos de la requête du général, mais il a déclaré qu’il était ouvert à l’escalade et que le retrait n’était en aucun cas une option.

Toutefois, même parmi les gros bras de l’armée, on rencontre des dissidents. Le 27 septembre, le New York Times rapportait que le conseiller à la Sécurité nationale, le général James Jones, était opposé à l’escalade. Et on rapporte que l’ancien secrétaire d’État de Bush, Colin Powell – un général quatre étoiles retraité qui, en 1991, avait organisé la guerre contre l’Irak et avait menti à plusieurs reprises en vue de fournir un prétexte à l’invasion de 2003 –, a fait part de son scepticisme à Obama à propos de l’accroissement des effectifs.

Selon le même article du NYT, l’opinion est divisée, dans les hautes sphères de l’administration. La secrétaire d’État Hillary Clinton et l’ambassadeur spécial « Af-Pak » [pour Afghanistan & Pakistan, NdT], Richard Holbrooke, un acteur de tout premier plan dans l’agression contre la Yougoslavie dans les années 1990, sont partisans de l’escalade. Le vice-président Joe Biden – qui, au début de la guerre en Irak, insistait pour qu’on divisât le pays en trois parties – s’oppose aujourd’hui à un accroissement des effectifs en Afghanistan, craignant un « bourbier » et considérant bien plus importante une intervention américaine au Pakistan.

En présentant naguère l’Afghanistan comme la « guerre nécessaire » – en  contraste avec l’Irak –, Obama a restreint sa marge de manœuvre. Dans un éditorial, le belliqueux Washington Post a sauté sur l’affaire, blâmant Obama d’avoir des « secondes pensées » et citant abondamment ses précédentes déclarations plus que favorables à la guerre. Comme une bonne section du Parti démocratique est opposée à l’escalade en même temps que certains de ses conseillers les plus proches et la majorité de sa base populaire, Obama a reporté sa décision finale.

La masse hostile à l’escalade

Les travailleurs, les gens pauvres et opprimés n’ont aucun intérêt dans la poursuite de l’occupation de l’Afghanistan par l’armée américaine. Sans compter les cercles de la classe dirigeante, le dernier sondage USA-Today/Gallup, en septembre dernier, a montré que la moitié des gens et 60 % des démocrates étaient opposés à l’envoi de troupes supplémentaires.

Des nouvelles peu rassurantes d’Afghanistan, le 27 septembre, ne font qu’encourager cette opposition. Cette année, les militaires américains, britanniques et autres de l’Otan se font tuer en nombres encore jamais vus. Un important ministre afghan a failli être tué par une explosion. Quant au peuple afghan, un rapport des Nations unies a fait savoir que les pertes civiles associées à la guerre atteignaient le chiffre record de 1 500, rien que pour 2009, et ce n’est que la partie visible de l’iceberg. Ils sont bien plus nombreux à mourir de faim, de déplacements internes, ce qui se traduit par des morts d’enfants et de mères lors des accouchements, et bien d’autres situations létales. Au contraire de ce que prétend la propagande de l’Otan, l’occupation n’a amené qu’un surcroît de souffrances aux femmes afghanes.

La prochaine démarche, pour les gens des États-Unis et ceux des autres pays de l’Otan, consistera à exiger le retrait de l’Afghanistan. Au contraire des deux camps du Congrès et du gouvernement, les travailleurs et les chômeurs de toutes nationalités et des deux sexes ont tout intérêt à ce que cette guerre sanglante cesse et à ce que se tarisse aussi le torrent d’argent qui s’y engloutit.

Des manifestations auront lieu les 5, 7 et 17 octobre contre les guerres en Afghanistan et en Irak et elles exigeront que les troupes américaines soient ramenées au pays. Pendant que la classe dirigeante et les politiciens discutent de tactique, la véritable opposition à l’impérialisme américain s’exprimera dans la rue.

Texte envoyé par l'auteur, traduit par Jean-Marie Flémal et révisé par Sophie de Salée pour Investig'Action

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UPDATED Oct 5, 2009 8:42 AM
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